O gato subiu no telhado
sem perceber que estava chovendo.
O gato ficou todo molhado.
Voltou para dentro e ficou todo se lambendo.
O gato pulou no sofá.
Não percebeu o que estava fazendo.
Tomou uma palmada da menina má
e com altos miados ficou gemendo.
A planta caiu. Culpa do gato.
Que bicho mais curioso.
Quer brincar, vai para o mato.
So sabe correr e me deixar nervoso.
O gato agora só sabe dormir.
Acorda para comer e resmungar.
Para mim, parece não existir.
Não gosta mais de brincar.
Mas mesmo assim, eu gosto dele.
Gosto de sua presença também.
Não brigarei mais com ele.
Pois o gato me faz muito bem.
Autor: Lucas Braga
quinta-feira, 4 de novembro de 2010
Amor incompreendido
De longe escuto o barulho do mar.
Sinto meu rosto tocado pelo gélido ar.
Andando em direção ao horizonte percebo
que quanto mais eu ando, mas eu sinto medo.
Encontro uma praia deserta.
O frio me congela e me deixa alerta.
Me descalço e ando até a beira da imensidão
onde a areia é dura, dura como o chão.
Não sinto mais meu corpo, está frio.
Frio é pouco, me sinto vazio.
Só meu coração parece bater.
Sinto-o latejar, parece que vou morrer.
A sensação é única, não posso desperdiçar.
Mergulho meu corpo sem a cabeça molhar.
Sinto, com isso, um súbito prazer.
Não me sinto bem, mas não sei o por quê.
Quando me dou conta, já está clareando.
Por fios de luz, meu corpo vai esquentando.
Até que não consigo enxergar mais nada.
É o Sol que nasce da madrugada.
Estou quente, não sinto mais gelidão.
Também não estou sozinho, morreu a solidão.
Ficamos durante horas nos encarando.
Ficamos durante horas namorando.
Até perceber que algo está acontecendo.
Algo bastante estranho, não estou entendendo.
O meu Sol está indo embora.
Sinto aquele medo voltando agora.
Não tenho mais motivo para ficar aqui sentado.
Tenho pavor de ficar sozinho, parado.
Me calço, me levanto e suspiro pela última vez.
Viro de costas e ando com rapidez.
Mas antes que eu possa notar,
um outro fio de luz parece me tocar.
Será o Sol pedindo perdão?
Não. É a Lua, clareando a escuridão.
E sem tempo, volto correndo.
Agora eu estou entendendo:
Não sairei daqui, pois tudo se repetirá.
E ficará assim, pois nunca terminará.
Autor: Lucas Braga
Sinto meu rosto tocado pelo gélido ar.
Andando em direção ao horizonte percebo
que quanto mais eu ando, mas eu sinto medo.
Encontro uma praia deserta.
O frio me congela e me deixa alerta.
Me descalço e ando até a beira da imensidão
onde a areia é dura, dura como o chão.
Não sinto mais meu corpo, está frio.
Frio é pouco, me sinto vazio.
Só meu coração parece bater.
Sinto-o latejar, parece que vou morrer.
A sensação é única, não posso desperdiçar.
Mergulho meu corpo sem a cabeça molhar.
Sinto, com isso, um súbito prazer.
Não me sinto bem, mas não sei o por quê.
Quando me dou conta, já está clareando.
Por fios de luz, meu corpo vai esquentando.
Até que não consigo enxergar mais nada.
É o Sol que nasce da madrugada.
Estou quente, não sinto mais gelidão.
Também não estou sozinho, morreu a solidão.
Ficamos durante horas nos encarando.
Ficamos durante horas namorando.
Até perceber que algo está acontecendo.
Algo bastante estranho, não estou entendendo.
O meu Sol está indo embora.
Sinto aquele medo voltando agora.
Não tenho mais motivo para ficar aqui sentado.
Tenho pavor de ficar sozinho, parado.
Me calço, me levanto e suspiro pela última vez.
Viro de costas e ando com rapidez.
Mas antes que eu possa notar,
um outro fio de luz parece me tocar.
Será o Sol pedindo perdão?
Não. É a Lua, clareando a escuridão.
E sem tempo, volto correndo.
Agora eu estou entendendo:
Não sairei daqui, pois tudo se repetirá.
E ficará assim, pois nunca terminará.
Autor: Lucas Braga
quarta-feira, 3 de novembro de 2010
Ser poeta
Ser poeta é ser apaixonado.
Às vezes triste, às vezes deixado de lado.
Procura sempre soluções, nunca fica calado.
E quando não ama, é amado.
Ser poeta requer muita determinação.
Aceitar as coisas como elas são.
Desafiar quando na sua vida aparece um "não".
Estar pronto para ouvir seu coração.
Ser poeta, é tudo e mais um pouco.
É morrer e viver pelo outro.
Ler o que escreve e se achar louco.
Louco? Vou gritar até ficar rouco.
Acho que amo o impossível,
me perco no imprevisível,
às vezes me acho invisível.
Sou louco, mas sou sensível.
Autor: Lucas Braga
Às vezes triste, às vezes deixado de lado.
Procura sempre soluções, nunca fica calado.
E quando não ama, é amado.
Ser poeta requer muita determinação.
Aceitar as coisas como elas são.
Desafiar quando na sua vida aparece um "não".
Estar pronto para ouvir seu coração.
Ser poeta, é tudo e mais um pouco.
É morrer e viver pelo outro.
Ler o que escreve e se achar louco.
Louco? Vou gritar até ficar rouco.
Acho que amo o impossível,
me perco no imprevisível,
às vezes me acho invisível.
Sou louco, mas sou sensível.
Autor: Lucas Braga
Vivendo em paz
Como eu sinto saudade
do tempo em que eu só tinha felicidade.
Mas hoje, hoje já é tarde
a tristeza não some e arde.
Gostaria de voltar a ser criança.
Quem sabe não perco a esperança
de viver de mudança
e sorrir, porque sorrir não cansa.
Não preciso mais sofrer.
Muita gente que sofre, quer morrer.
E morrer, morrer para quê?
A morte é uma desculpa para quem não consegue viver.
Hoje, saudade eu já não sinto mais.
A tristeza, ficou para trás.
A dor, não quero sentir jamais.
Porque dor não combina com amor, o amor que me satisfaz.
Autor: Lucas Braga
do tempo em que eu só tinha felicidade.
Mas hoje, hoje já é tarde
a tristeza não some e arde.
Gostaria de voltar a ser criança.
Quem sabe não perco a esperança
de viver de mudança
e sorrir, porque sorrir não cansa.
Não preciso mais sofrer.
Muita gente que sofre, quer morrer.
E morrer, morrer para quê?
A morte é uma desculpa para quem não consegue viver.
Hoje, saudade eu já não sinto mais.
A tristeza, ficou para trás.
A dor, não quero sentir jamais.
Porque dor não combina com amor, o amor que me satisfaz.
Autor: Lucas Braga
terça-feira, 2 de novembro de 2010
O ciúme
Às vezes, o ciúme queima por dentro
e as chamas não se apagam, nem com o vento.
Às vezes, eu gosto dessa sensação.
Às vezes, não.
O ciúme é como um buraco no coração.
Um buraco infinito daonde sai a desilusão
e onde caem todas as verdades
desse amor sem razão.
Distorceu o meu amor em pequenos fragmentos
e em cada pedaço, ficaram momentos.
Momentos que jamais serão esquecidos
por mais que tenham sido bastante sofridos.
Essas lágrimas salgadas que escorrem pelo meu rosto
são puramente respostas desse desgosto
que me fizeram acreditar em você
que jamais iria te perder.
Autor: Lucas Braga
e as chamas não se apagam, nem com o vento.
Às vezes, eu gosto dessa sensação.
Às vezes, não.
O ciúme é como um buraco no coração.
Um buraco infinito daonde sai a desilusão
e onde caem todas as verdades
desse amor sem razão.
Distorceu o meu amor em pequenos fragmentos
e em cada pedaço, ficaram momentos.
Momentos que jamais serão esquecidos
por mais que tenham sido bastante sofridos.
Essas lágrimas salgadas que escorrem pelo meu rosto
são puramente respostas desse desgosto
que me fizeram acreditar em você
que jamais iria te perder.
Autor: Lucas Braga
Vivendo uma incógnita
Tenho saudades de amar você.
Saudades que não acabam
e me atrapalham a conseguir entender
o motivo de querer te ter.
Com o tempo, minhas saudades diminuem.
Não sei se isso é bom, ou ruim.
Te esquecendo, minhas dores se diluem,
mas também, destruo uma parte de mim.
Não sei se você ainda me ama,
não sei se você ainda me quer.
Passo noites rolando na cama
imaginando-a como minha mulher.
O tempo está passando, a vida está passando.
As saudades estão lentamente me matando.
Enquanto você não está nem ligando,
eu continuo te amando, mesmo sem estar te falando.
Autor: Lucas Braga
Saudades que não acabam
e me atrapalham a conseguir entender
o motivo de querer te ter.
Com o tempo, minhas saudades diminuem.
Não sei se isso é bom, ou ruim.
Te esquecendo, minhas dores se diluem,
mas também, destruo uma parte de mim.
Não sei se você ainda me ama,
não sei se você ainda me quer.
Passo noites rolando na cama
imaginando-a como minha mulher.
O tempo está passando, a vida está passando.
As saudades estão lentamente me matando.
Enquanto você não está nem ligando,
eu continuo te amando, mesmo sem estar te falando.
Autor: Lucas Braga
segunda-feira, 1 de novembro de 2010
Uma amiga
Eu tenho uma amiga, uma amiga normal.
Muito bonita, mas pouco formal.
Que tem uma voz lindamente angelical.
E quando canta, me faz passar mal.
Eu tenho uma amiga, uma amiga inteligente.
Muito querida, mas pouco carente.
Que fala inglês bastante fluente.
E quando some do mapa, me deixa doente.
Eu tenho uma amiga, uma amiga poeta.
Muito culta, mas pouco certa.
Que sempre tem na cabeça, uma meta.
E quando me beija, me desfoco da reta.
Eu tenho uma amiga, uma amiga carinhosa.
Muito humilde, mas pouco dengosa.
Que é poeta, mas não descarta a prosa.
E quando beijo sua nuca, a deixo nervosa.
Eu tenho uma amiga. E ela me tem.
Autor: Lucas Braga
Muito bonita, mas pouco formal.
Que tem uma voz lindamente angelical.
E quando canta, me faz passar mal.
Eu tenho uma amiga, uma amiga inteligente.
Muito querida, mas pouco carente.
Que fala inglês bastante fluente.
E quando some do mapa, me deixa doente.
Eu tenho uma amiga, uma amiga poeta.
Muito culta, mas pouco certa.
Que sempre tem na cabeça, uma meta.
E quando me beija, me desfoco da reta.
Eu tenho uma amiga, uma amiga carinhosa.
Muito humilde, mas pouco dengosa.
Que é poeta, mas não descarta a prosa.
E quando beijo sua nuca, a deixo nervosa.
Eu tenho uma amiga. E ela me tem.
Autor: Lucas Braga
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