sábado, 8 de outubro de 2011

Sem título

Faço uma poesia
sem título e motivo.
Faço da mente, uma economia.
Evito pensar, me sinto mais vivo.

E a bebedeira de hoje a tarde,
a choradeira de agora pouco...
O álcool, por dentro, me arde,
me queima, me deixa louco.

Cadê a ressaca quando preciso?
Posso ter ressaca de amor.
Posso ter ressaca do seu sorriso.
Só não posso ter ressaca de dor.

Termino uma poesia
sem motivo e nem título.
Mais uma do meu dia,
da minha vida, outro capítulo.


Autor: Lucas Braga

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Eu me encanto

Eu me encanto
enquanto canto
em cada canto.

E tal encantamento,
em qualquer momento,
chama o vento.

E canto enquanto venta
numa voz bem lenta.
No meu canto,
ao meu lado, ele se senta,
em prantos.

E me encanto
no meu canto
enquanto ele tenta,
eu canto.


Autor: Lucas Braga

Eu quero

Eu quero a saúde dentro de cada remédio,
quero a paz resolvendo discução.
A chuva podia matar o tédio
e o amor cuidar mais do coração.

Quero andar sobre flores
e jamais pisar em espinhos.
Podia amenizar minhas dores
sem nenhuma taça de vinho.

Eu simplesmente quero
o que um dia foi esquecido.
Quero um abraço mais sincero
e menos um coração destruído.

Se tudo que eu quero, pudesse acontecer,
eu esqueceria o que eu ja quis,
pois mais coisas eu ia querer
e jamais seria feliz.


Autor: Lucas Braga

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Minha alma

Que noite é minha alma
em que estrelas me fazem ser.
Serena, perfeita, calma.
Luz em pontos para poder me ver.

Em astros, lá de cima,
a vida me dá graça.
Um espaço de novo clima
numa noite que sempre se faça.

Atrasa os pigmentos
mas as cores já se existem nela.
Na minha alma, correm sentimentos
e, de tudo, a parte mais bela.


Autor: Lucas Braga

Refiz

Refiz outro sonho
em forma de poesia.
Das linhas que me fazem a vida,
das palavras do mais claro dia.

Refiz, e pude então,
finalmente ler-me novamente.
Já que do sonho não me lembro,
minha arte está dormente.

Através do rio de idéias
contidas em cada fragmento
do meu sonho, da minha poesia,
crio, refaço cada momento.

Refiz, mais uma vez
um sonho inacabado.
Daqueles que você esquece
mas nunca deixa de lado.


Autor: Lucas Braga

Forma mais lúcida

Me drogo de forma lúcida
para ter paz em meu caminho
já que escuto tanto minha mente
e não consigo pensar sozinho.

Entupo minhas veias,
sim, àquelas que me alimentam
de amor e adrenalina.
Tantas drogas que me sustentam...

Os ventos já diziam
e me gelam a espinha
quando penso sem a alma
e quando ela vive sozinha.

Me dê  um papel
e algum remédio para dormir.
Escrevo, me drogo
e só assim poderei sorrir.


Autor: Lucas Braga

domingo, 11 de setembro de 2011

Ensaiando o suicídio

As rosas estão mortas
e o céu, não mais importa
se é claro ou escuro,
durmo em chão duro.

Sabedoria não existe mais.
O bom, se esconde atrás,
na sombra da alienação.
Conclusão: Não tenho conclusão.

Me perdi do real
e não tenho mais moral
em discutir com alguém
(não conheço mais ninguém).

Perdi os sentidos da vida,
essa que já me é sofrida.
E a única forma de me fugir
é me desligar, dormir.


Autor: Lucas Braga