E vêm mudando as estações
despindo cada flor,
acolhendo os corações
na ausência de calor.
E ao som do piano
observo o céu
de um azul ciano
coberto por uma nuvem de véu.
E os dias se vão,
a melodia permanece
cantando. Deitado no chão
observo o dia que escurece...
Estações mudam rapidamente
e eu não prestava atenção
como presto em gente
ou numa linda canção.
Autor: Lucas Braga
sexta-feira, 9 de setembro de 2011
quinta-feira, 8 de setembro de 2011
Coração de pano
Bordei um coração
com um pedaço de pano.
Arte que cabe na palma da minha mão,
arte sem engano.
As agulhas e as linhas,
namoraram em sintonia.
E em cada mão, ou melhor, nas minhas,
consigo fazê-lo bater, todo dia.
E tal coração de pano
que parece tão verdadeiro,
tão real, tão humano,
é, ainda, brasileiro.
Costurei nele, um botão
e seu nome, para lembrar
que o que carrego na minha mão,
substitui o que você tem a carregar.
Autor: Lucas Braga
com um pedaço de pano.
Arte que cabe na palma da minha mão,
arte sem engano.
As agulhas e as linhas,
namoraram em sintonia.
E em cada mão, ou melhor, nas minhas,
consigo fazê-lo bater, todo dia.
E tal coração de pano
que parece tão verdadeiro,
tão real, tão humano,
é, ainda, brasileiro.
Costurei nele, um botão
e seu nome, para lembrar
que o que carrego na minha mão,
substitui o que você tem a carregar.
Autor: Lucas Braga
terça-feira, 6 de setembro de 2011
Sou o mais simples
Sou o mais simples
e da vida, sou quase nada.
A certeza perdida
andando vagamente pela estrada.
Dos sonhos, das certezas,
da pressa, da verdade.
Sou uma chuva de impurezas,
sou um ato de bondade.
Errado, sou eu,
imperfeito poeta.
Que, das linhas que li,
nada me completa.
Mas continuo vivo
debaixo de minhas artes,
tentando ser mais simples
escrevendo por todas as partes.
Autor: Lucas Braga
e da vida, sou quase nada.
A certeza perdida
andando vagamente pela estrada.
Dos sonhos, das certezas,
da pressa, da verdade.
Sou uma chuva de impurezas,
sou um ato de bondade.
Errado, sou eu,
imperfeito poeta.
Que, das linhas que li,
nada me completa.
Mas continuo vivo
debaixo de minhas artes,
tentando ser mais simples
escrevendo por todas as partes.
Autor: Lucas Braga
Virtudes num sonho
Virtudes num sonho,
sonhos sem eu.
Durmo em pesadelo medonho
onde o sonho não é meu.
Onde a água não molha
e você, não me beija,
meu reflexo não me olha
e você, quem quer que seja.
Me canso sem sentido,
acordo sem ter porque.
Respondo sem ter ouvido.
Há em mim, você.
E no abismo que estou caído,
me faltou vontade de morrer.
Autor: Lucas Braga
sonhos sem eu.
Durmo em pesadelo medonho
onde o sonho não é meu.
Onde a água não molha
e você, não me beija,
meu reflexo não me olha
e você, quem quer que seja.
Me canso sem sentido,
acordo sem ter porque.
Respondo sem ter ouvido.
Há em mim, você.
E no abismo que estou caído,
me faltou vontade de morrer.
Autor: Lucas Braga
Velho coração
Flui tal pensamento
que não cabe em mim.
Se alastra como o vento
e parece não ter fim.
Dos olhos, escorre
e desce em lentidão
como a flor que morre
de sede e exaustão.
Me parece sentimento
ou sonho, ilusão.
Maldito seja o vento
que me tira a concentração
me trazendo sofrimento
para meu velho coração.
Autor: Lucas Braga
que não cabe em mim.
Se alastra como o vento
e parece não ter fim.
Dos olhos, escorre
e desce em lentidão
como a flor que morre
de sede e exaustão.
Me parece sentimento
ou sonho, ilusão.
Maldito seja o vento
que me tira a concentração
me trazendo sofrimento
para meu velho coração.
Autor: Lucas Braga
Cultivo
Cultivastes uma flor
com carinho em seu jardim.
Sem resposta ao seu amor,
dúvidas que não têm fim.
Lágrimas de uma mágoa
para regar a pequena.
Amor em fusão com água
e um sono em noite serena.
Dona de toda a felicidade
e poetisa de seus sonhos.
Excesso de claridade
para os dias mais tristonhos.
Tivestes seu segundo amor
e já se esquecia do passado.
Se apaixonou por uma flor
e se sentiu muito mais amado.
Autor: Lucas Braga
com carinho em seu jardim.
Sem resposta ao seu amor,
dúvidas que não têm fim.
Lágrimas de uma mágoa
para regar a pequena.
Amor em fusão com água
e um sono em noite serena.
Dona de toda a felicidade
e poetisa de seus sonhos.
Excesso de claridade
para os dias mais tristonhos.
Tivestes seu segundo amor
e já se esquecia do passado.
Se apaixonou por uma flor
e se sentiu muito mais amado.
Autor: Lucas Braga
Minha cidade
Entre as paredes que me apertam
e o ar, já rarefeito,
o sono e a falta de tudo, me cercam
de uma forma que eu aceito.
Me banho em tentações
e pensamentos vazios.
Sonho com oscilações
entre o mar e seus navios.
Nada há para crer
e eu, não sou ninguém.
No quarto, nada para ter
enquanto o que tenho, estou sem.
Os poros do meu quarto
respiram minha vontade.
Mais um dia pacato
nessa horrível cidade.
Autor: Lucas Braga
e o ar, já rarefeito,
o sono e a falta de tudo, me cercam
de uma forma que eu aceito.
Me banho em tentações
e pensamentos vazios.
Sonho com oscilações
entre o mar e seus navios.
Nada há para crer
e eu, não sou ninguém.
No quarto, nada para ter
enquanto o que tenho, estou sem.
Os poros do meu quarto
respiram minha vontade.
Mais um dia pacato
nessa horrível cidade.
Autor: Lucas Braga
Assinar:
Postagens (Atom)