É mais que simétrico,
é igual.
É um míssil trigonométrico
dessa Guerra Mundial.
Uma guerra sem armas,
sem violência.
Em busca de carmas
contra a resistência.
E no meio da multidão
uma luz aparece.
Clareia a escuridão
dessa vida que não a merece.
É mais que simétrico,
é igual.
Esse míssil trigonométrico
causa um prazer visual.
O silêncio, a paz.
A liberdade e o fim.
Nada mais me satisfaz
do que essa luz para mim.
Autor: Lucas Braga
quinta-feira, 23 de dezembro de 2010
Perfeito
De bermuda e chinelo,
de camisa xadrez.
Com um sorriso amarelo
contou até três.
Na porta, ele bateu.
Estava meio sem jeito.
Ela demorou, mas atendeu.
Foi o momento perfeito.
Aquele perfume
o enlouqueceu.
Com um beijo ardume
seu chão estremeceu.
Entregou-lhe algumas flores
e fez aquele pedido.
Disse um pouco de amores
e esperou presumido.
Ela não respondeu.
Ele se sentiu aceito.
Ela agradeceu
por esse momento perfeito.
Autor: Lucas Braga
quarta-feira, 22 de dezembro de 2010
O inconsciente
Fui fazer o que ninguém tinha coragem.
Atravessei o preconceito e cuidei da paisagem.
Invadi meus sonhos em busca de minhas lembranças
para viver mais uma vez a época de quando éramos crianças.
O egoísmo não faz mais parte de mim.
Não existe um final, existe o começo de um fim.
Um começo para mudarmos o que queremos
e fazer o que, poucos de nós, fazemos.
Algumas pessoas enxergam, mas parecem que não.
Outras entendem mas vivem na automação.
Se ninguém se move para mudar
essa tristeza nunca irá acabar.
Se penso, conseqüentemente, existo.
Mas se deixo me levarem, não insisto.
Pareço um robô vivendo de obrigações
e apagando a luz para minhas próprias opiniões.
Fui fazer o que me deu vontade.
Se tentar voar, desafiarei a gravidade.
Não existe um "sim" e um "não",
e sim, um "não" para o controle da população.
Autor: Lucas Braga
Atravessei o preconceito e cuidei da paisagem.
Invadi meus sonhos em busca de minhas lembranças
para viver mais uma vez a época de quando éramos crianças.
O egoísmo não faz mais parte de mim.
Não existe um final, existe o começo de um fim.
Um começo para mudarmos o que queremos
e fazer o que, poucos de nós, fazemos.
Algumas pessoas enxergam, mas parecem que não.
Outras entendem mas vivem na automação.
Se ninguém se move para mudar
essa tristeza nunca irá acabar.
Se penso, conseqüentemente, existo.
Mas se deixo me levarem, não insisto.
Pareço um robô vivendo de obrigações
e apagando a luz para minhas próprias opiniões.
Fui fazer o que me deu vontade.
Se tentar voar, desafiarei a gravidade.
Não existe um "sim" e um "não",
e sim, um "não" para o controle da população.
Autor: Lucas Braga
sábado, 18 de dezembro de 2010
O novo
Um sorriso, uma lágrima, um abraço.
A felicidade de um fim.
Esse novo caminho que traço
não será tão simples assim.
Tantas memórias inesquecíveis
que ficarão eternamente guardadas.
Sonhos e amores impossíveis
se misturam com sorrisos e lágrimas iradas.
Se fosse tão simples recomeçar,
a vida não teria graça para mim.
Seria rídiculo gritar, chorar
e viver tão longe do fim.
Com esse tolos sentimentos
monto meu própio caminho.
Noites frias com chuvas e ventos
andando só, andando sozinho.
Amigos sempre terei.
Longe ou perto, sempre comigo.
No meu coração sempre guardarei
aquele que pude chamar de amigo.
Então a vida continua.
Com lágrimas, sorrisos e um abraço
Minha vida não desgruda da sua.
E é esse caminho que faço.
Autor: Lucas Braga
A felicidade de um fim.
Esse novo caminho que traço
não será tão simples assim.
Tantas memórias inesquecíveis
que ficarão eternamente guardadas.
Sonhos e amores impossíveis
se misturam com sorrisos e lágrimas iradas.
Se fosse tão simples recomeçar,
a vida não teria graça para mim.
Seria rídiculo gritar, chorar
e viver tão longe do fim.
Com esse tolos sentimentos
monto meu própio caminho.
Noites frias com chuvas e ventos
andando só, andando sozinho.
Amigos sempre terei.
Longe ou perto, sempre comigo.
No meu coração sempre guardarei
aquele que pude chamar de amigo.
Então a vida continua.
Com lágrimas, sorrisos e um abraço
Minha vida não desgruda da sua.
E é esse caminho que faço.
Autor: Lucas Braga
terça-feira, 14 de dezembro de 2010
Nossas fotos
Nossas fotos na parede
estão velhas e empoeiradas.
Lembro de nós, balançando na rede
observando as estrelas despreocupadas.
Nosso beijo de bom dia,
que nunca mais terei,
me lembra a companhia
que um dia eu precisei.
Nossas fotos estão guardadas.
Mas meu sentimento não.
As lembranças são atropeladas
pela angústia e solidão.
Se um dia eu precisar
recomeçar a viver,
tirarei as fotos do lugar
e lembrarei de você.
Autor: Lucas Braga
estão velhas e empoeiradas.
Lembro de nós, balançando na rede
observando as estrelas despreocupadas.
Nosso beijo de bom dia,
que nunca mais terei,
me lembra a companhia
que um dia eu precisei.
Nossas fotos estão guardadas.
Mas meu sentimento não.
As lembranças são atropeladas
pela angústia e solidão.
Se um dia eu precisar
recomeçar a viver,
tirarei as fotos do lugar
e lembrarei de você.
Autor: Lucas Braga
domingo, 12 de dezembro de 2010
Desfrutável
Desfruto.
Uma árvore nua.
Sozinha, de luto,
que não se insinua.
Sem frutas, desfrutada.
Velha, frágil e calma.
De raiz arrancada.
Sem seus frutos da alma.
Galhos secos,
folhas mortas.
Sementes no chão
que nascem tortas.
Desde semente,
desde fruta.
Vida contente
de eterna luta.
O mau de desfrutar
não é o que a gente conhece.
É dos galhos arrancar
a fruta que amadurece.
Autor: Lucas Braga
Uma árvore nua.
Sozinha, de luto,
que não se insinua.
Sem frutas, desfrutada.
Velha, frágil e calma.
De raiz arrancada.
Sem seus frutos da alma.
Galhos secos,
folhas mortas.
Sementes no chão
que nascem tortas.
Desde semente,
desde fruta.
Vida contente
de eterna luta.
O mau de desfrutar
não é o que a gente conhece.
É dos galhos arrancar
a fruta que amadurece.
Autor: Lucas Braga
sábado, 4 de dezembro de 2010
Coração
Me debrucei no Sol,
lancei meu anzol,
fisguei um coração
que me pedia perdão.
Me joguei no ar
como quem quer voar.
Abri meu peito e tirei
o coração que fisguei.
Passei por nuvens de algodão
carregadas de chuva e trovão.
E protegi do molhado
o coração no bolso encharcado.
De cabeça, caí na cama
com os pés sujos de lama.
Uma lama cheirosa
com gosto de rosa.
O coração, eu perdi.
Ficou por aí.
Quem sabe um dia
o fisgo para me fazer companhia
nessa vida cheia de ironia.
Autor: Lucas Braga
lancei meu anzol,
fisguei um coração
que me pedia perdão.
Me joguei no ar
como quem quer voar.
Abri meu peito e tirei
o coração que fisguei.
Passei por nuvens de algodão
carregadas de chuva e trovão.
E protegi do molhado
o coração no bolso encharcado.
De cabeça, caí na cama
com os pés sujos de lama.
Uma lama cheirosa
com gosto de rosa.
O coração, eu perdi.
Ficou por aí.
Quem sabe um dia
o fisgo para me fazer companhia
nessa vida cheia de ironia.
Autor: Lucas Braga
Assinar:
Postagens (Atom)