quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Setembro

Me desculpe
por ser triste ao seu lado.
Mas não me culpe
de ter meu amor tão abafado.

Não choro
por te fazer feliz.
Na verdade, eu adoro
ter o que eu sempre quis.

Sou frágil
quando penso em você.
E sou ágil
quando preciso te ver.

Eu lembro
de você todos os dias.
Mas é em Setembro
que minhas noites são mais frias.


Autor: Lucas Braga

Perguntas da vida

Onde estou?
O que sou?
O que é isso?
Preciso disso?
Mas por quê?
Tem mesmo que fazer?
Me explica?
Aonde fica?
Me liga?
Me diga?
Você quer?
Ser minha mulher?
Quantos?
Tantos?
Já?
Posso desligar?
Acabou?
O que sou?
Para onde estou indo?
Será que estou dormindo?


Autor: Lucas Braga

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

A sorte

Lareira acesa,
janelas molhadas,
cartas na mesa
todas ensopadas.

Meias ao chão,
pés no sofá.
Fraca a iluminação
para quem quer cochilar.

Pálpebras pesadas,
olhos vermelhos.
Frases pensadas
completam seus conselhos.

Dorme falando,
escuta dormindo.
A chuva continua molhando
e as janelas, assistindo.

O telefone toca,
você não escuta.
O barulho te provoca
enquanto seu sono encurta.

Era importante?
Quem vai saber?
Talvez uma coadjuvante
querendo amar você.


Autor: Lucas Braga

domingo, 9 de janeiro de 2011

Minha cabana de madeira

Minha cabana de madeira
faz muito barulho.
Parece uma escavadeira
ou um papel de embrulho.

Quando venta,
a cabana balança.
Sem cor, meio cinzenta;
sem parede para quem descansa.

Eu continuo gostando dela.
É velha, mas não me importo.
Iluminação à base de vela
e seu barulho, ainda suporto.

A minha cabana
é barulhenta e envelhece.
Mas sua aparência engana
o dia que amanhece.


Autor: Lucas Braga

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Rotina diurna

Meu cansaço não acompanha o sono.
Quando deito, me sinto só.
Sensação de abandono.
Minha garganta dá um nó.

Eu escrevo sem cansaço,
eu escrevo sozinho.
Ninguém para me dar abraço,
ninguém para me dar carinho.

Quando o sono vem,
o cansaço não está.
Escrevo sobre alguém
que não pode me abraçar.

O abraço pelo qual me apaixono,
só encontro em sonhos meus.
Quando fico sem sono,
minha poesia diz adeus.


Autor: Lucas Braga

sábado, 1 de janeiro de 2011

Seus olhos de cristais

Seus olhos de cristais
me encantam a alma.
Não quero perdê-la de vista
para não perder a calma.

Seus olhos de cristais
podem chorar amor.
Quando escorrem em cacos
posso sentir sua dor.

Seus olhos de cristais
me tiram a voz.
Isso não é importante
quando ficamos à sós.

Está escuro.
Não vejo seus olhos de cristais.
Sua imagem, desfiguro.
Não os verei nunca mais.


Autor: Lucas Braga

Passarinho

Ei passarinho, não vá.
Se guarde para mim
até nossa amizade acabar.

Ei passarinho, fique comigo.
Enquanto estiver aqui
poderá ser meu amigo.

Ei passarinho, não chore.
Eles estão te procurando,
mas, por favor, ignore.

Ei passarinho, obrigado.
Enquanto estive perdido
você ficou ao meu lado.


Autor: Lucas Braga