Olhos que choram.
Choram por amor,
choram de felicidade
e choram de dor.
Olhos molhados
revelam a tristeza,
revelam a emoção
com certa delicadeza.
Olhos se transbordam
em lágrimas de felicidade.
Sua essência escorre
com muita ferocidade.
Olhos com tesão
em te ver feliz.
Olhos de um pobre cego
parecendo um chafariz.
Autor: Lucas Braga
quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011
segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011
Renovação
Retiro do tempo, o pó.
O pó que o tempo tem.
O tempo do tempo da minha bisavó
que de anos, já tem mais de cem.
Engrenagens enferrujadas
fazem o tempo andar.
Sem pó para as resfriadas,
o tempo tem de continuar.
A purificação do tempo
retira o velho do atual.
É um passatempo
de uma rotina casual.
Basta tirar o pó
que o tempo tem
para sentir dó
do passado que te fez bem.
Autor: Lucas Braga
Trágico Acidente
Eu vi uma uva
sozinha no cacho.
Uma viúva,
eu acho.
E essa uva que vi,
a viúva,
assistia o cair
da chuva.
Eu vi uma uva
molhada e sozinha.
Uma viúva
no frio que fazia.
Até que de repente
caiu a viúva.
Foi um trágico acidente
quando vi a uva.
Autor: Lucas Braga
sozinha no cacho.
Uma viúva,
eu acho.
E essa uva que vi,
a viúva,
assistia o cair
da chuva.
Eu vi uma uva
molhada e sozinha.
Uma viúva
no frio que fazia.
Até que de repente
caiu a viúva.
Foi um trágico acidente
quando vi a uva.
Autor: Lucas Braga
A realidade sonhada
O tempo é curto,
os beijos, evitados.
Com o silêncio, eu surto
enquanto tomamos cuidado.
Me apaixono em poucos atos.
Te devoro com o olhar.
E deixo os maus tratos
para quem quer nos vigiar.
Nas brechas do tempo
aproveitamos as oportunidades.
São nossos passatempos
de diferentes idades.
O sol vai surgindo,
a claridade vai nascendo.
E quem estava dormindo
sonhou com o que estava acontecendo.
Autor: Lucas Braga
os beijos, evitados.
Com o silêncio, eu surto
enquanto tomamos cuidado.
Me apaixono em poucos atos.
Te devoro com o olhar.
E deixo os maus tratos
para quem quer nos vigiar.
Nas brechas do tempo
aproveitamos as oportunidades.
São nossos passatempos
de diferentes idades.
O sol vai surgindo,
a claridade vai nascendo.
E quem estava dormindo
sonhou com o que estava acontecendo.
Autor: Lucas Braga
sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011
Relação de um para um
Idéias minhas, enterradas.
Amores antigos, desgastados.
Palavras ditas, atropeladas.
Sonhos vividos, maltratados .
Sorrisos seus, acolhidos.
Beijos pouco assoprados.
Abraços meus, sofridos.
Corridas com os pés parados.
Noites assim, demoradas.
Nossos braços, atados.
Amor durante madrugadas.
Nossos pais, preocupados.
Minhas cartas, recebidas.
Seus telefonemas, desligados.
Sua voz de agradecida.
Meus sonhos, apagados.
Autor: Lucas Braga
Amores antigos, desgastados.
Palavras ditas, atropeladas.
Sonhos vividos, maltratados .
Sorrisos seus, acolhidos.
Beijos pouco assoprados.
Abraços meus, sofridos.
Corridas com os pés parados.
Noites assim, demoradas.
Nossos braços, atados.
Amor durante madrugadas.
Nossos pais, preocupados.
Minhas cartas, recebidas.
Seus telefonemas, desligados.
Sua voz de agradecida.
Meus sonhos, apagados.
Autor: Lucas Braga
quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011
Duelo
Queimo meus sonhos
dos felizes aos mais tristonhos
para enxergar a realidade
que o sono invade.
Destroço-os de leve
e durmo em greve
dos sonhos acabados
que não são mais lembrados.
E quando volto a sonhar,
luto até acabar.
E quando consigo,
durmo sem perigo.
Mas é nos sonhos que acontece
o que mais me fortalece.
A força e a vontade
de viver na subjetividade.
Autor: Lucas Braga
dos felizes aos mais tristonhos
para enxergar a realidade
que o sono invade.
Destroço-os de leve
e durmo em greve
dos sonhos acabados
que não são mais lembrados.
E quando volto a sonhar,
luto até acabar.
E quando consigo,
durmo sem perigo.
Mas é nos sonhos que acontece
o que mais me fortalece.
A força e a vontade
de viver na subjetividade.
Autor: Lucas Braga
Separação diária
Minha companheira
sempre me persegue.
Devagar ou ligeira,
não sei como consegue.
Sua neutralidade
é sempre percebida.
Pode ser uma qualidade
ela não ser tão colorida.
Não fala, não chora.
Não xinga, não briga.
Mas quando vai embora
sinto falta da minha amiga.
Quando a noite cai,
ela desaparece.
Não sei para aonde vai
sempre que anoitece.
Autor: Lucas Braga
sempre me persegue.
Devagar ou ligeira,
não sei como consegue.
Sua neutralidade
é sempre percebida.
Pode ser uma qualidade
ela não ser tão colorida.
Não fala, não chora.
Não xinga, não briga.
Mas quando vai embora
sinto falta da minha amiga.
Quando a noite cai,
ela desaparece.
Não sei para aonde vai
sempre que anoitece.
Autor: Lucas Braga
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