Não sei amar
e muito menos sentir dor.
Mas se a dor me deixar,
tentarei sentir amor.
Não há comparação
entre a dor que tenho
e o amor do coração
que sempre abstenho.
Não sei se já amei
ou odiei alguém.
A única coisa que sei
é que procuro alguém.
Se amo ou odeio
e não sei ao certo,
é porque as cartas que leio
são de alguém que não está perto.
Autor: Lucas Braga
segunda-feira, 13 de junho de 2011
Madrugada
Acordo na madrugada
e só encontro a Lua,
a única acordada
de todos da minha rua.
Devagar, adormeço
e tento voltar a sonhar.
Se sonho, agradeço
mas não parece adiantar.
Nas pausas do sono
com o meu acordar
me vejo em abandono
e a Lua a brilhar.
E só me encontro dormindo
quando ela se vai,
onde o Sol vem surgindo
e a noite já cai.
Autor: Lucas Braga
domingo, 12 de junho de 2011
Páginas
As páginas de meu livro
passam-se sem pensar.
Não consigo lê-las
mas consigo, delas, me lembrar.
As palavras são borrões
que são difícil entender.
Com a força que o vento assopra,
só ele, consigo ler.
As páginas do vento
são mais fáceis de parar
já que não tem um livro
que mude-as de lugar.
E eu, já confuso
não sei mais o que leio.
Se é o livro na minha mão,
ou o vento que anseio.
Autor: Lucas Braga
passam-se sem pensar.
Não consigo lê-las
mas consigo, delas, me lembrar.
As palavras são borrões
que são difícil entender.
Com a força que o vento assopra,
só ele, consigo ler.
As páginas do vento
são mais fáceis de parar
já que não tem um livro
que mude-as de lugar.
E eu, já confuso
não sei mais o que leio.
Se é o livro na minha mão,
ou o vento que anseio.
Autor: Lucas Braga
Gosto
Gosto de sonhar acordado
ou acordado sonhar.
Gosto de amar alcoolizado
ou beber para amar.
Gosto de sonhar embriagado
ou beber até desabar.
Gosto de acordar amado
ou amar para acordar.
Gosto de sonhar apaixonado
e me apaixonar ao me deitar.
Porque quando bebo deitado
é difícil de me levantar.
Autor: Lucas Braga
ou acordado sonhar.
Gosto de amar alcoolizado
ou beber para amar.
Gosto de sonhar embriagado
ou beber até desabar.
Gosto de acordar amado
ou amar para acordar.
Gosto de sonhar apaixonado
e me apaixonar ao me deitar.
Porque quando bebo deitado
é difícil de me levantar.
Autor: Lucas Braga
Aquele cheiro
Aquele cheiro
que não quer se calar
cheira bem ligeiro
para não se cheirar.
Cheira pelos cantos
até que perca o odor
e cheire somente os prantos
dos choros do nosso amor.
Chora como se cheira
o sal de seu rosto.
Parece peixe de feira
mas possui um outro gosto.
Autor: Lucas Braga
que não quer se calar
cheira bem ligeiro
para não se cheirar.
Cheira pelos cantos
até que perca o odor
e cheire somente os prantos
dos choros do nosso amor.
Chora como se cheira
o sal de seu rosto.
Parece peixe de feira
mas possui um outro gosto.
Autor: Lucas Braga
As águas, os arrepios e o coração
As águas que chora
e escorrem pelo seu rosto
só poderão ir embora
quando sentir-las o gosto.
Os arrepios que sente
quando sente o frio
só acabarão de repente
se tirar os pés do rio.
O coração que ama
e te maltrata de dor
só acenderá a chama
quando encontrar o amor.
Autor: Lucas Braga
e escorrem pelo seu rosto
só poderão ir embora
quando sentir-las o gosto.
Os arrepios que sente
quando sente o frio
só acabarão de repente
se tirar os pés do rio.
O coração que ama
e te maltrata de dor
só acenderá a chama
quando encontrar o amor.
Autor: Lucas Braga
Da janela, assassinato
A via lá fora
sentada no jardim
esperando o tempo ir embora,
o tempo que não tinha fim.
Me via na janela
observando-a se divertir.
Me divertia vendo ela,
as flores, despir.
Coitadas eram as flores
que despiam-se sem querer.
Eram gritos mudos de dores
que não se podiam escolher.
Da janela eu via
uma moça assassinar
as flores de um belo dia
porque não sabia como amar.
Autor: Lucas Braga
sentada no jardim
esperando o tempo ir embora,
o tempo que não tinha fim.
Me via na janela
observando-a se divertir.
Me divertia vendo ela,
as flores, despir.
Coitadas eram as flores
que despiam-se sem querer.
Eram gritos mudos de dores
que não se podiam escolher.
Da janela eu via
uma moça assassinar
as flores de um belo dia
porque não sabia como amar.
Autor: Lucas Braga
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